Quantas vezes você já viu alguém usar uma “frase de Facebook” ou um ditado popular como se fosse versículo bíblico só porque parece “coisa de Deus”? Ou “jargões eclesiásticos” fora de contexto para justificar suas ações (“não julgueis, a salvação é individual!”)? Acontece que essa confusão vem muito antes do Facebook e das igrejas como conhecemos.
Você já conhece a história de Israel, o rebelde povo que recebeu de Deus um passaporte para uma experiência relacional única: A promessa de libertação, redenção, prosperidade, proteção, invulnerabilidade militar e todos os benefícios mais que o relacionamento direto com o Pai pode oferecer, condicionada unicamente à sua fidelidade a Ele. Contudo, o povo falhou diversas vezes: Israel desagradava a Deus repetidamente, fazendo o pior que podia, cada vez mais oposto ao que a Lei de Moisés determinava. O rei Manassés de Judá chegou mesmo a implantar no reino já prostituído por idolatrias, feitiçarias e casamentos mistos, o sacrifício humano - e de seus próprios filhos! - a deuses estranhos. Tão perdido o povo estava de suas referências que depois de Manassés, capturado pelos Assírios e arrependido de seus feitos, tentar trazer o reino de volta à Deus, o texto bíblico diz que o povo sacrificava ao Senhor sobre os altares idólatras (2Cr 33.17).
Esta confusão durou até que um garoto de apenas oito anos foi coroado em Judá. Josias subiu ao trono manchado de corrupções mas, aos dezesseis anos, ele começou a buscar o Deus da Aliança e percebeu sua responsabilidade diante daquela situação. Israel pensava que, depois de tantos séculos de história, conhecia a Lei e podia agir confiado em seu próprio conhecimento, mas quando ouviu a Lei original, Josias desesperou-se ao ver o quanto ainda estavam distantes dela. Promoveu então uma completa reforma espiritual no reino, fazendo o povo voltar às bases de sua identidade em Deus, como deveria ter sido desde o começo, seguindo exatamente cada palavra determinada na Lei de Moisés. Nunca houve em Israel e Judá um rei como Josias, que buscasse a Deus verdadeiramente, nem uma reforma tão grande (2 Rs 23.25).
A relação de Israel com Deus é como um espelho para nós. Muitas vezes guardamos o Livro da Lei em uma “gaveta cerebral” e tentamos viver cada dia com aquela vaga lembrança do que ouvimos. E, tal qual o Povo Escolhido, vamos nos esquecendo das palavras exatas e misturando-as com as referências externas, até não saber mais o que significa de fato sermos os filhos legítimos do Pai. Passamos a servir do modo errado, misturando o que é de Deus com o que é do mundo em nosso coração e, assim como Israel, ao se desviar, caía nas mãos dos inimigos, nós também somos dominados pela insegurança, ansiedade, cansaço, tristeza e desânimo quando nos afastamos de Deus, simplesmente porque os benefícios da promessa estão na nossa relação com Ele, e não em nós mesmos. Logo, se nos desligamos da fonte, não recebemos sua energia.
Então, é preciso parar, voltar ao Livro da Lei e promover uma reforma completa; destruir tudo o que está contrário à Palavra e fazer tudo o do jeito que está determinado, sem truques, sem atalhos, sem “jeitinhos”. Você pode achar que conhece a vontade de Deus, até mesmo admitir que não a tem cumprido como deveria, mas é essencial voltar a lê-la e ver por seus próprios olhos a distância entre o ideal e a realidade. Só quando a Palavra revelar os ídolos a serem quebrados e o verdadeiro Deus a ser seguido você poderá se reformar e desfrutar da Aliança que legitimamente recebeu por meio de Jesus. Não deixe de fazer isso ainda hoje!
Foto de Miguel Á. Padriñán no Pexels A Assíria, pelas mãos de Salmaneser, tomou Israel - o reino do norte - do rei Oséias, dando início ao cativeiro assírio em 722 a.C. ( 2Rs 17.1-23 ). Ela era a maior potência do Oriente Médio na época, até que, em 612 a.C. (isto é, 110 anos depois), sua capital Nínive foi derrubada pela Babilônia, que tomou seu lugar e tornou-se a potência maior. Apenas 15 anos depois, em 597 a.C., a Babilônia toma Jerusalém, marcando o fim do reino de Judá e o início do cativeiro babilônico pelas mãos de Nabucodonosor ( 2 Cr 36.15-23 ). Jerusalém foi completamente destruída em tudo que a ligava a seu passado com o Deus da Aliança em 586 a.C: tanto os palácios como o Templo de Salomão foram saqueados e incendiados, as muralhas foram destruídas e o povo sobrevivente foi escravizado. Conforme a palavra do profeta Jeremias ( Jr 29.4-14 ), o reinado da Babilônia duraria 70 anos*, tempo em qu...


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