Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo discipulado

Sabotagem espiritual

       É maravilhoso receber de Deus algo pelo que oramos, e muitas vezes também é difícil receber seus “nãos”. É natural  sentir alguma frustração de início, quando recebemos uma resposta negativa, mas antes de dizer que Deus não está ouvindo nossas orações, precisamos pensar se nós mesmos estamos atentos ao que pedimos.      Não devemos orar ao Senhor de forma leviana, pois o que colocamos diante dele em oração é um compromisso. Por exemplo: se você ora pela saúde de sua família, como poderia frequentar aglomerações e não usar máscara? Se pede sucesso no trabalho e estudos, como pode procrastinar nas horas de atividade?      Quando somos negligentes com o que pedimos, agimos contra os propósitos de Deus e  sabotamos nossa própria espiritualidade. Essa postura só pode levar à destruição, portanto,  é necessário refletir sobre o próprio comportamento para identificar atitudes de autossabotagem. Não apague o Espírito (1Ts 5...

Como discernir as vozes

       A carta de Gálatas começa com uma importante exortação de Paulo aos cristãos daquela igreja, que deixavam-se levar por pregadores que defendiam ideologias legalistas de salvação por meio das obras. Essa visão não foi tratada como um  ponto de vista diferente  pelo apóstolo; antes, ele a repudia veementemente como um falso evangelho  ( Gl 1.6-12 ) .     Mais do que isso, ele afirma a unicidade  do Evangelho Verdadeiro revelado por Cristo Jesus: "...ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!" ( Gl 1:8).      Nem mesmo os próprios apóstolos que primeiro o anunciaram, ou os seres celestiais têm autoridade para distorcer a mensagem de Jesus!  Mas, ainda assim, encontramos até hoje vozes que pregam "outros evangelhos", e desviam aqueles que não têm raízes firmes na Bíblia. De fato, esta é nossa a primeira e maior arma para discernir as vozes enganosa...

Por que ler "O Discípulo Radical"

     Conduzo estudos Bíblicos há alguns anos, principalmente para jovens, e uma preocupação que sempre tenho é selecionar e indicar bons livros que ajudem no estudo da Palavra. Sempre reforço que a Bíblia deve ser o ponto de partida: não podemos filtrar ou avaliar nenhuma visão sobre Deus sem conhecer o que ele diz sobre si mesmo. Mas há uma infinidade de bons livros que auxiliam a nos aprofundar no seu ensino.      Pensando nisso, comecei esta série de artigos a fim de avaliar e recomendar livros que me ajudaram a crescer no conhecimento de Deus e, creio, podem alimentar em outras pessoas o interesse pelas profundas riquezas do conhecimento de Cristo.     Para inaugurar, então, esta série, escolhi um de meus livros favoritos: O Discípulo Radical , de John Stott.     Este livro de 2010 foi o último deste grande autor cristão no auge de seus 88 anos. John Stott,  britânico,  falecido em 2011, foi pastor emérito da All Souls Chur...

Um coração sensível

   

5 atitudes do discípulo em meio à crise

     Vivemos uma crise mundial que envolve a todos nós - jovens e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres -  mas cada um tem suas particularidades para lidar, na medida do possível, com o risco da doença e os problemas econômicos,  profissionais e  emocionais. Lutamos com as armas que temos: a fé, a família, o dinheiro, os cuidados básicos, as adaptações, a criatividade.     Também nós que conhecemos a Cristo e confiamos nele temos recursos particulares com os quais enfrentar os momentos difíceis, sejam eles relacionados ou não à Pandemia. Essas "armas" são atitudes ensinadas pelo próprio Senhor para nos edificar, e l isto hoje aqui cinco delas na esperança de fortalecer e consolar aqueles que buscam forças em Jesus. Oração      Esta deve ser necessariamente a primeira atitude do crente diante de qualquer situação.  A Bíblia declara que a oração do justo é poderosa e eficaz, útil nos momentos de doença, sofrimento e ansiedade...

A máscara da imaturidade

      Maturidade é u ma questão vital do cristianismo, e precisa ser trabalhada com diligência. Infelizmente, muitas igrejas estão mais preocupadas em atrair pessoas do que em trabalhar sua maturidade, e investem grandes esforços para  suavizar  a experiência dentro do templo com mensagens afáveis e louvores vazios, evitando as afiadas lâminas da Palavra de Deus.     A este crescimento sem profundidade chamamos imaturidade espiritual, e muitas vezes ela se apresenta de forma mascarada : uma igreja imatura pode, sim, crescer muito e promover grandes eventos sociais e ações públicas de evangelização, mas nos momentos de crise  sua doença é revelada ; é nessa hora que surgem  pessoas abandonando a igreja, suspendendo ofertas e dízimos e até iniciando verdadeiras facções por "incompatibilidade de opiniões" .      Vemos dois exemplos dessa incompatibilidade  durante o ministério de Jesus, onde a crise revelou onde havia e ...