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5 atitudes do discípulo em meio à crise





    Vivemos uma crise mundial que envolve a todos nós - jovens e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres - mas cada um tem suas particularidades para lidar, na medida do possível, com o risco da doença e os problemas econômicos, profissionais e emocionais. Lutamos com as armas que temos: a fé, a família, o dinheiro, os cuidados básicos, as adaptações, a criatividade.

    Também nós que conhecemos a Cristo e confiamos nele temos recursos particulares com os quais enfrentar os momentos difíceis, sejam eles relacionados ou não à Pandemia. Essas "armas" são atitudes ensinadas pelo próprio Senhor para nos edificar, e listo hoje aqui cinco delas na esperança de fortalecer e consolar aqueles que buscam forças em Jesus.


Oração

    Esta deve ser necessariamente a primeira atitude do crente diante de qualquer situação. A Bíblia declara que a oração do justo é poderosa e eficaz, útil nos momentos de doença, sofrimento e ansiedade (Tg 5.13-18; Fp 4.6-7). Ela é nossa conexão com o Pai, por meio da qual somos reanimados e redirecionados; ela desvia nossos olhos da tempestade e os fixa na pessoa de Jesus, para que não sejamos tragados (Mt 14.25-32).

    Se verdadeiramente conhecemos o Salvador que confessamos, então sabemos que ele é nosso Sumo Sacerdote experimentado no sofrimento e vencedor de todo o mal (Hb 4.14-16), perfeitamente capaz de nos socorrer e consolar. Logo, podemos confiar sem medo na sua palavra, pois o Senhor é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos (Ef 3.20-21).

Perseverança

    A perseverança é o produto da tribulação na vida daquele que se alimenta da Palavra de Deus (Rm 15.4). Ela gera maturidade e resiliência para o crente, para que não desfaleça nos dias maus, a ponto de podermos encarar as provações como motivo de alegria e ter esperança (Tg 1.2-4; Rm 5.3-4), como vemos no exemplo de Paulo e Silas, que oravam e louvavam a Deus na prisão (At 16.24-26).

Serviço

    Não é fácil servir ao outro quando estamos sofrendo, mas foi exatamente isso que Jesus fez. Quando lavou os pés de seus discípulos, ele estava prestes a ser crucificado (Jo 13.13-15). Também em seu ministério, a multidão o buscava incessantemente, a ponto dele não ter tempo para comer ou descansar, mas seu coração era sensível para se compadecer daquelas pessoas mesmo em detrimento de suas próprias necessidades. E ele mesmo é quem pode nos capacitar a ter a essa visão de amor.

Propósito

    Somos um em Cristo e nossos esforços tem a única finalidade de glorificar ao Deus Soberano sobre vida e morte, saúde e doença, fartura e escassez, nações e autoridades. Reconhecer sua soberania é fundamental para não sermos envenenados por rixas políticas e interesses humanos neste momento tão complexo. Devemos ter a mesma submissão e amor aos propósitos de Deus que vemos em João Batista (Jo 3.26-31) e Moisés (Nm 11.24-29) diante dos acontecimentos, pois não direcionamos a ação de Deus, apenas estamos sujeitos a ela.

    

    Seja vigilante nessas atitudes, peça a Deus capacidade para praticá-las e ele te fortalecerá pela sua Palavra para enfrentar as crises!

Comentários

  1. Muito Boa essa reflexão! Deus seja louvado: que Ele continue abençoando muito você.

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