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Mostrando postagens com o rótulo sofrimento

Como lidar com o que não entendemos?

Nem sempre entendemos como Deus age ou por quê. Muitas vezes somos tomados de frustração pelos acontecimentos ou temos dúvidas diante do que lemos em sua Palavra.  De fato, não é nossa competência compreender tudo sobre ele, mas somente o que nos foi revelado. Há coisas que de fato não entenderemos nesta vida. Vemos uma situação assim no Salmo 73 , onde Asafe, mestre de canto de Israel, reflete sobre o mal e a perversão que vê no meio de seu povo, e como tudo na vida parece mais fácil e vantajoso para os maus do que para os bons e tementes a Deus. Sua busca por entendimento começa ancorada naquilo que pode comprovar, por experiência pessoal, das verdades eternas: "Certamente Deus é bom para Israel, para os puros de coração."  O que vemos a seguir é uma descrição crua do que o salmista enxerga ao seu redor quanto à vida dos corruptos, seguido de uma conclusão negativa, porém sincera: "Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência,  pois o di...

Por que ler "O Deus que eu não entendo"

     "'Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos', declara o Senhor. 'Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.'" (Is 55:8,9).      Crer em Deus e amá-lo de todo o coração, alma e entendimento não significa que possamos compreendê-lo em todos os seus caminhos.  A própria Bíblia por vezes  expõe  a inquietude humana diante desta limitação. Os Salmos clamam repetidamente "por quê?" e "até quando, Senhor?"; e Salomão conclui: "Ninguém é capaz de entender o que se faz debaixo do sol. Por mais que se esforce para descobrir o sentido das coisas, o homem não o encontrará."  ( Ec 8.16,17 ).      Não é fácil aceitar que não receberemos todas as respostas, ainda mais nos momentos de sofrimento, e a falta de uma abordagem honesta sobre este assunt...

Redefinindo prioridades

     Em sua oração sacerdotal, Jesus enfatiza que os salvos em seu nome não pertencem a este mundo, da mesma maneira que ele também não pertencia ( Jo 17.15,16 ). Essa declaração aponta para duas verdades essenciais: nossa vida aqui é passageira e (portanto) nossas prioridades não devem ser as coisas terrenas, mas as eternas.     Mas se ainda devemos viver esta realidade até a vinda de Cristo, c omo, então, podemos ter prioridades eternas aqui, no dia a dia deste mundo, em meio às nossas obrigações sociais e planos de vida, sem falar na Pandemia?     Esta questão já foi mais presente entre jovens em idade universitária, que buscavam encontrar na carreira as realizações de toda uma vida, além dos relacionamentos amorosos que carregavam os sonhos de formar uma família; hoje, no entanto, as pessoas buscam por realizações pessoais no amor, na carreira e nos estudos mais cedo e por muito mais tempo; nãos há uma idade para se parar de fazer planos, e isso é ...

Um coração sensível

   

5 atitudes do discípulo em meio à crise

     Vivemos uma crise mundial que envolve a todos nós - jovens e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres -  mas cada um tem suas particularidades para lidar, na medida do possível, com o risco da doença e os problemas econômicos,  profissionais e  emocionais. Lutamos com as armas que temos: a fé, a família, o dinheiro, os cuidados básicos, as adaptações, a criatividade.     Também nós que conhecemos a Cristo e confiamos nele temos recursos particulares com os quais enfrentar os momentos difíceis, sejam eles relacionados ou não à Pandemia. Essas "armas" são atitudes ensinadas pelo próprio Senhor para nos edificar, e l isto hoje aqui cinco delas na esperança de fortalecer e consolar aqueles que buscam forças em Jesus. Oração      Esta deve ser necessariamente a primeira atitude do crente diante de qualquer situação.  A Bíblia declara que a oração do justo é poderosa e eficaz, útil nos momentos de doença, sofrimento e ansiedade...

A máscara da imaturidade

      Maturidade é u ma questão vital do cristianismo, e precisa ser trabalhada com diligência. Infelizmente, muitas igrejas estão mais preocupadas em atrair pessoas do que em trabalhar sua maturidade, e investem grandes esforços para  suavizar  a experiência dentro do templo com mensagens afáveis e louvores vazios, evitando as afiadas lâminas da Palavra de Deus.     A este crescimento sem profundidade chamamos imaturidade espiritual, e muitas vezes ela se apresenta de forma mascarada : uma igreja imatura pode, sim, crescer muito e promover grandes eventos sociais e ações públicas de evangelização, mas nos momentos de crise  sua doença é revelada ; é nessa hora que surgem  pessoas abandonando a igreja, suspendendo ofertas e dízimos e até iniciando verdadeiras facções por "incompatibilidade de opiniões" .      Vemos dois exemplos dessa incompatibilidade  durante o ministério de Jesus, onde a crise revelou onde havia e ...

O que Deus tem a ver com o sofrimento?

     Jesus é descrito como um "homem de dores" em Isaías 53 , e sua experiência no sofrimento é reafirmada em Hebreus ( Hb 2.14-18 , Hb 4.14-15 ). Porém, ao meditar nessas passagens, tendemos a dar maior relevância à sua dor física do que à dor emocional em seu ministério.      De fato, mesmo o conhecimento e consonância com plano de Deus e a garantia de sua ressurreição não diminuíram, em sua dimensão humana, a dor emocional de seu sacrifício. Pelo contrário, a experiência da cruz o fez experimentar uma tortura crescente. No Getsêmani, em seu sentimento de pavor e angústia, confidenciou a seus amigos mais próximos ter a alma tomada de uma tristeza mortal ( Mc 14.33,34 ), diante da qual prostrou-se em terra e fez o que qualquer homem temente a Deus faria: suplicou ao Pai que lhe poupasse aquele sofrimento. Orou cada vez mais intensamente  a ponto de sua agonia provocar-lhe uma hematidrose ( Lc 22.41-44 ).       Nesse momento de tant...