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Mostrando postagens com o rótulo Teologia

Como discernir as vozes

       A carta de Gálatas começa com uma importante exortação de Paulo aos cristãos daquela igreja, que deixavam-se levar por pregadores que defendiam ideologias legalistas de salvação por meio das obras. Essa visão não foi tratada como um  ponto de vista diferente  pelo apóstolo; antes, ele a repudia veementemente como um falso evangelho  ( Gl 1.6-12 ) .     Mais do que isso, ele afirma a unicidade  do Evangelho Verdadeiro revelado por Cristo Jesus: "...ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!" ( Gl 1:8).      Nem mesmo os próprios apóstolos que primeiro o anunciaram, ou os seres celestiais têm autoridade para distorcer a mensagem de Jesus!  Mas, ainda assim, encontramos até hoje vozes que pregam "outros evangelhos", e desviam aqueles que não têm raízes firmes na Bíblia. De fato, esta é nossa a primeira e maior arma para discernir as vozes enganosa...

Por que ler "O Discípulo Radical"

     Conduzo estudos Bíblicos há alguns anos, principalmente para jovens, e uma preocupação que sempre tenho é selecionar e indicar bons livros que ajudem no estudo da Palavra. Sempre reforço que a Bíblia deve ser o ponto de partida: não podemos filtrar ou avaliar nenhuma visão sobre Deus sem conhecer o que ele diz sobre si mesmo. Mas há uma infinidade de bons livros que auxiliam a nos aprofundar no seu ensino.      Pensando nisso, comecei esta série de artigos a fim de avaliar e recomendar livros que me ajudaram a crescer no conhecimento de Deus e, creio, podem alimentar em outras pessoas o interesse pelas profundas riquezas do conhecimento de Cristo.     Para inaugurar, então, esta série, escolhi um de meus livros favoritos: O Discípulo Radical , de John Stott.     Este livro de 2010 foi o último deste grande autor cristão no auge de seus 88 anos. John Stott,  britânico,  falecido em 2011, foi pastor emérito da All Souls Chur...

A Trilogia de Belém

Foto de  Oladimeji Ajegbile  no  Pexels Os últimos capítulos de Juízes formam juntamente com o livro de Rute a chamada “Trilogia de Belém”, um conjunto de registros onde a cidade de Belém de Judá figura proeminentemente para traçar as origens da monarquia davídica e justificar sua existência em oposição à linhagem de Saul (benjamita). As três histórias datam do período dos Juízes, o qual é repetidamente descrito como um tempo em que “não havia rei; cada um fazia o que achava correto”. Isso significa que era um tempo idólatra, perdido e supersticioso, onde o povo de Israel se misturou com os povos perversos de Canaã e corrompeu-se, como vemos em Jz 17-21 . Aqui, vemos duas histórias que contam ocorridos avessos em relação à Aliança, deixando clara a carência de direção em Israel. Na primeira, um homem de Efraim chamado Mica construiu seu próprio santuário pagão, nomeando seu filho como sacerdote, que mais tarde seria substituído por um levita de Belém que procurava ca...

Estudo Bíblico: A Presença de Jesus no Antigo Testamento

Foto de Pixabay Para entender a Bíblia como um todo, precisamos  compreender primeiro o seu propósito: ela não foi escrita para fins  científicos (pois revela informações que a ciência humana jamais alcançaria por si só),  literários (pois, principalmente no N.T., prioriza a essência da mensagem, e não o estilo) e nem filosóficos (pois,  a exemplo da questão do sofrimento, de forma geral, está mais focada em oferecer  orientações práticas de como lidar com ele do que em filosofar sobre sua origem e razões). A Bíblia é um livro com propósito prático para a Salvação , e essa Salvação se dá  unicamente por meio de Jesus Cristo ( 2Tm 3.15-16 ). Por isso, toda a Palavra  fala sobre Jesus, desde o Antigo Testamento, na Lei , nos Profetas e nas Escrituras ( Lc  24.44 ). CRISTO NA LEI: A Lei é a divisão do Antigo Testamento que corresponde de Gênesis a  Deuteronômio. Nela já era anunciado que o Messias viria como homem, seria judeu...

Estudo Bíblico: Guia da história de Israel

Foto de  Oladimeji Ajegbile  no  Pexels Nos estudos que dirijo na Escola Dominical sempre enfatizo a importância de se aprofundar no contexto dos acontecimentos para entender a mensagem bíblica de forma mais completa. Hoje temos uma grande variedade de materiais que nos permitem compreender a história e cultura dos tempos bíblicos e, assim, ter uma visão clara da narrativa como um todo. Para facilitar o estudo da classe, montei este pequeno guia dos livros históricos em relação aos períodos da história de Israel e os temas por eles abordados. Bons estudos! Guia para estudos dos livros históricos: A origem do Povo de Israel (Patriarcas): Gênesis (cap.12-50); Da escravidão no Egito à libertação: Êxodo  (até o cap. 15) ; O período no deserto até a Terra Prometida:   Êxodo  (a partir do cap. 16) ; Levítico, Números (até o cap. 21); Chegada à Canaã: Números ( a partir do cap. 22 ), Deuteronômio; Conquista da Terra prometida:...

Estudo Bíblico: A restauração de Jerusalém

Foto de  Haley Black  no  Pexels Depois de anos mantendo Israel em cativeiro, em 539 a.C a Babilônia foi dominada pelo Império Persa do rei Ciro* (2 Cr  36.22-23). Diferente dos antigos Assírios, que impunham aos povos conquistados a adoração a  seus deuses e se orgulhavam de “subjugar” os deuses de seus súditos, Ciro, o Persa, tinha uma  política mais respeitosa com relação aos deuses estrangeiros, chegando mesmo a adotar a  adoração a eles, como se vê em Dn 6.26-27. Assim, por ordem de Deus, ele promoveu um  decreto para repatriar o povo judeu, permitindo-lhe voltar a Judá e reconstruir Jerusalém. Vale ressaltar que essa atitude magnânima em relação à religião alheia não era senão uma estratégia política do governo medo-persa, na intenção de promover o rei como sendo escolhido, aprovado pela divindade dos povos subjugados (ao invés de um conquistador tirano), o que favorecia sua aceitação como governante por tais povos. A reconstrução...

Estudo Bíblico: O cativeiro na Babilônia

Foto de  Miguel Á. Padriñán  no  Pexels A Assíria, pelas mãos de Salmaneser, tomou Israel - o reino do norte - do rei Oséias,  dando início ao cativeiro assírio em 722 a.C. ( 2Rs 17.1-23 ). Ela era a maior potência do Oriente  Médio na época, até que, em 612 a.C. (isto é, 110 anos depois), sua capital Nínive foi derrubada  pela Babilônia, que tomou seu lugar e tornou-se a potência maior. Apenas 15 anos depois, em  597 a.C., a Babilônia toma Jerusalém, marcando o fim do reino de Judá e o início do cativeiro  babilônico pelas mãos de Nabucodonosor ( 2 Cr 36.15-23 ). Jerusalém foi completamente destruída  em tudo que a ligava a seu passado com o Deus da Aliança em 586 a.C: tanto os palácios como o  Templo de Salomão foram saqueados e incendiados, as muralhas foram destruídas e o povo  sobrevivente foi escravizado. Conforme a palavra do profeta Jeremias ( Jr 29.4-14 ), o reinado da Babilônia duraria 70  anos*, tempo em qu...